Qual o panorama do mercado imobiliário durante a pandemia do coronavírus?

Qual o panorama do mercado imobiliário durante a pandemia do coronavírus?

O mercado imobiliário também sofreu com os efeitos econômicos provocados pela pandemia do coronavírus. Em especial, nos primeiros meses, que geraram incertezas e medo nos que pretendiam comprar um imóvel ou investir em ativos do setor imobiliário. Porém, esse cenário de pessimismo começou a se dissipar.

Na verdade, a retomada das vendas do mercado imobiliário foi algo surpreendente. De acordo com dados revelados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o índice FipeZap — principal indicador de preços do setor de imóveis — prova esse rápido reaquecimento.

No segundo trimestre de 2020, o crescimento nas vendas de imóveis atingiu a marca de 0,23%, em maio. O mesmo estímulo positivo foi sentido na busca por crédito imobiliário, que chegou a registrar um aumento de 64,4% nos primeiros cinco meses de 2020, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os números positivos da Abecip não param por aí. Entre os que merecem mais destaque, estão:


O que pode explicar essa prosperidade do mercado imobiliário em meio à crise causada pela pandemia do coronavírus? Podemos apontar, pelo menos, três fatores. O primeiro deles é a queda acentuada da Selic — taxa básica de juros. Devido aos abalos econômicos, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu para a margem histórica de 2% ao ano.

Em vista disso, os juros do financiamento e os preços dos imóveis começaram a baixar. Sendo assim, muitos viram a oportunidade de tirar do papel o seu sonho de comprar a casa própria.

Podemos dizer que as medidas adotadas por muitas empresas do setor de imóveis também ajudaram nesse equilíbrio econômico. Algumas práticas, como visitas individualizadas a imóveis decorados e também a possibilidade de observar os ambientes internos por meio da internet fomentaram as vendas.

A terceira razão se deve ao isolamento social. Como assim? Muitas pessoas nunca passaram tanto tempo dentro dos seus imóveis. Essa situação fez com que as famílias repensassem o modelo de residência que seria adequado às suas necessidades.

Por exemplo, casais com filhos pequenos que moravam em apartamento viram que um imóvel com quintal confere mais liberdade, por isso, o compraram. O mesmo aconteceu com aqueles que, devido ao confinamento estressante em uma área urbana, decidiram se mudar para uma moradia próxima à natureza.

Pode parecer um estranho paradoxo, mas, como vimos, as condições atuais são ideais para comprar um imóvel. Não sabemos até quando a Selic, os incentivos do governo e a facilidade de obter crédito vão continuar nesse patamar favorável.

 

O que esperar do futuro?

Como aconteceu nas anteriores crises econômicas, a tendência é o lento retorno ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro — índice que revela, entre outras coisas, a saúde financeira das famílias. Vendo por esse ângulo e levando em conta os bons ventos que já sopram no mercado imobiliário, a fase pós-pandemia será positiva.

Podemos esperar a retomada do poder de compra e da confiança dos que desejam adquirir um imóvel. Por outro lado, os investidores que aproveitaram a fase atual poderão vender as propriedades por um preço mais elevado, devido à valorização vinda com o fim da pandemia.

Outra forte tendência será a busca por imóveis adaptados para o home office. Afinal, esse modelo de trabalho cresceu com a pandemia e promete ser a realidade de muitos profissionais. Fazer um investimento nesse tipo de moradia é uma boa estratégia de negócios.

Enfim, há muitas lições que a pandemia do coronavírus está dando para a humanidade. Esperamos aprender muito com essa fase atual e sairmos mais fortes dela. Na verdade, essa é uma característica histórica do mercado imobiliário.

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